domingo, 18 de outubro de 2015

Propaganda de produto ruim não funciona



Certamente você já ouviu a frase célebre “ A propaganda é a alma do negócio”. Será verdade? Propaganda pode vender UM produto. Não DOIS.
Hoje pela manhã fui ao supermercado comprar cápsulas de café. Lá chegando já havia separado algumas caixinhas quando fui abordado por uma pessoa que aparentava ser um consumidor assim como eu.  De forma entusiasmada me perguntou se havia experimentado uma determinada marca. Disse que não. Ele não se conteve. Insistiu para que a levasse afirmando se tratar de um produto muito superior ao que havia escolhido e que iria me surpreender com a qualidade e sabor desta marca que até então era desconhecida.Saí de lá (confesso) com muita vontade de chegar em casa para saborear o tal café gourmet.
Assim que cheguei liguei a máquina ansioso. A primeira impressão não foi das melhores, isto porque o aroma não era assim tão especial. Ainda assim minha vontade continuava, pois, a lembrança da “propaganda” estava muito firme na minha cabeça e ela representava algo que parecia ser realmente diferente.Tomei um gole. Um segundo. Havia algo estranho. Eu não havia gostado do sabor. Fiquei pensando na possibilidade de ter colocado mais água do que deveria e por isto ele havia perdido um pouco a sua especial qualidade. Não era possível que fosse assim. Ele havia sido “vendido” sob a égide de ser algo muito superior. Eu devo ter errado, pensei.
Fiz uma segunda tentativa, agora com muita atenção para que não passasse do ponto certo.
O aroma não havia mudado. O sabor….. ah o sabor……. era simplesmente horrível. Poucas vezes na minha vida tomei um gole (não aguentaria tomar uma xícara) de café tão horroroso. Passei a verificar todas as características intrínsecas do produto, de onde era, qual o tipo de café e passando pela embalagem, verifiquei a tipologia, gramatura, cores e a marca do produto. Como dizem, fiz um “pente fino” no tal café. Quanto mais olhava, mais me decepcionava. Após alguns instantes passei a ficar com raiva da marca. Com certeza, jamais compraria outro produto da empresa e se pudesse passaria a ser um detrator da mesma.
A minha dúvida não era mais com relação a qualidade do café. Esta já estava claramente definida e muito mal definida por sinal.
Como pude ser levado a comprar algo que não conhecia apenas pela indicação de alguém que tampouco saberia reconhecer se visse novamente?
Propaganda. Sim. A propaganda feita pelo dito consumidor foi excelente. Ele comentou sobre o aroma, afirmou de forma categórica que era especial. Cheguei a lhe perguntar se ele conhecia o que estava levando e que este eu já sabia ser muito bom. Ele desdenhou. Disse que quando experimentasse o outro não trocaria mais.
Ele realmente me convenceu. Os seus argumentos foram sólidos e a sua postura muito firme.
Agora não tenho a menor dúvida de que ou ele “não foi com a minha cara” e quis me sacanear – o que convenhamos, é pouco provável – ou era um vendedor profissional do produto. Com certeza ele vendia aquela marca profissionalmente. Parabéns. O fez muito bem.
A pergunta é: Qual a chance de fazer uma nova venda para o mesmo consumidor, ainda mais por se tratar de um produto de compra recorrente? Resposta: Nenhuma chance!
O relato desta história, absolutamente verídica em todas suas nuances, é que muitos ainda acreditam que a propaganda vende por si só e se preocupam mais com a mesma do que com um produto. Existem diferentes tipos de consumidores e há produtos de variadas qualidades para atender a cada um destes perfis. Como já dizia minha avó, “o que seria do branco se todos gostassem do amarelo”.
Posicionamento. Termo antigo para quem conhece Marketing e se preocupa em se aprofundar no assunto. É preciso criar um posicionamento claro na mente dos consumidores à respeito do que se pretende passar. Só que para isto, é fundamental que se tenha atributos muito fortes e realmente diferentes dos seus concorrentes.  Muito possivelmente existem consumidores dispostos a comprar o seu produto pelos atributos que possa oferecer. Não tente vendê-lo “propagandeando” algo que ele não possa oferecer. Esta é a pior das estratégias. Querer comparar um produto de qualidade muito inferior a um de qualidade reconhecidamente superior, não vai elevar a sua qualidade. Muito ao contrário. Vai afundar.
É incrível como vemos empresas e, por consequência, vendedores que tentam vender os seus produtos com argumentos completamente impróprios. Ouvimos todos os dias os mesmos argumentos para produtos muito diferentes em termos de qualidade e preço sendo “empurrados” da mesma forma. Vender é uma arte e como toda arte tem sua essência e especificidade. Não tente vender tudo do mesmo modo. Consumidor não é bobo. Não tente fazer propaganda mostrando o que o produto não é. Consumidor sabe diferenciar as coisas como elas realmente são.
Encontre o seu posicionamento e faça a propaganda certa e adequada ao produto. Lembre-se: Propaganda boa é aquela que consegue vender o produto certo para o consumidor certo mais de uma vez.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Atividade

o artigo deve conter, obrigatoriamente:
- imagem
- título
- 3 parágrafos (introdução, contextualização e conclusão)

Missão, Visão e Valores

A Agência M1 Comunicação foi criada em abril de 2015 por 4 mulheres em busca de um novo caminho em suas vidas. Karen, Luana, Nadia e Thais se encontraram na turma 5 de Técnico em Publicidade do Senac unidade de São José do Rio Preto-SP e viram em cada uma a oportunidade de crescer juntas, criando a M1.


  •    Missão: revelar ao mundo, através de nosso trabalho, a necessidade de estarmos centrados no ser humano, ultrapassando a barreira da necessidade e do desejo físico, mas gerando e agregando valores para nossos clientes. 
  •    Visão: atuar de forma abrangente, através de um portfólio de campanhas executadas com qualidade, fortalecendo a marca de nossos clientes, criando propostas únicas. 
  •    Valores: ética, respeito, criatividade, responsabilidade.